Fui acusado de estupro. O que devo fazer?

Advogado para acusado de Estupro

Fui acusado de estupro: o que fazer?

Não fale sobre o caso com ninguém além de um advogado criminalista, não procure quem acusou e não apague mensagens, fotos ou vídeos. O estupro (art. 213 do Código Penal) é um crime hediondo, com pena de reclusão de 6 a 10 anos, e a defesa nas primeiras horas pode mudar o rumo da investigação e da liberdade.

Por isso, antes de qualquer depoimento na delegacia, converse com um advogado. Ele analisa o que existe contra você, orienta o que dizer e acompanha cada etapa. O atendimento é sigiloso, e o plantão funciona 24 horas.

Cada caso é diferente. Fale com a gente pelo WhatsApp.

Ser acusado de estupro é uma das situações mais graves que alguém pode enfrentar na vida. Além do risco de prisão, existe o peso da exposição e do julgamento das pessoas ao redor. Mesmo assim, a acusação não é uma condenação: toda pessoa tem direito à defesa, à presunção de inocência e a um processo justo.

Esta página explica, de forma direta, o que o estupro significa para a lei, quais são as penas, quando a prisão acontece e como a defesa trabalha. O atendimento é sigiloso e abrange São Paulo, Grande ABC, Baixada Santista e interior, com plantão 24 horas para casos urgentes. Para um panorama de todos os crimes sexuais, veja também a nossa página sobre crimes sexuais.

O que fazer ao ser acusado de estupro nas primeiras horas?

O que você faz logo no início pesa muito no resultado. Siga estes passos:

  1. Mantenha a calma e não tome decisões sozinho. Respostas por impulso, mensagens e ligações costumam piorar a situação.
  2. Não procure quem acusou, nem por familiares, amigos ou redes sociais. Qualquer contato pode ser entendido como pressão ou ameaça.
  3. Preserve tudo o que existe: conversas, áudios, fotos, localização do celular, comprovantes e nomes de testemunhas. Apagar material pode parecer destruição de provas.
  4. Use o direito ao silêncio. Não dê explicações informais a policiais e só preste depoimento acompanhado de advogado.
  5. Contrate um advogado criminalista imediatamente. Ele pode acompanhar a investigação desde o início e agir rápido se houver risco de prisão.

Se você ou alguém da família foi preso, veja também o que fazer em caso de flagrante e como funciona a audiência de custódia.

O que é estupro segundo a lei e qual é a pena?

O art. 213 do Código Penal define o estupro como constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. Desde 2009, a lei trata os dois casos como um único crime, e ele pode ter qualquer pessoa como vítima ou autor.

A pena base é de reclusão de 6 a 10 anos. Ela aumenta nestes casos:

  • de 8 a 12 anos, se a vítima sofrer lesão corporal grave ou tiver entre 14 e 17 anos;
  • de 12 a 30 anos, se o fato resultar em morte.

Além disso, o estupro é crime hediondo (Lei 8.072/1990). Por isso, a lei não admite fiança, e a progressão de regime exige o cumprimento de uma parte maior da pena. A ação penal é pública incondicionada, ou seja, o processo continua mesmo que a vítima não queira seguir.

Qual a diferença entre estupro e estupro de vulnerável?

No estupro (art. 213), a lei exige violência ou grave ameaça. Já no estupro de vulnerável (art. 217-A), basta o ato libidinoso com menor de 14 anos ou com pessoa que, por doença, deficiência ou outra causa, não pode consentir ou resistir. A pena é de reclusão de 8 a 15 anos, podendo chegar a 30 anos em caso de morte.

Nesse segundo crime, o consentimento da vítima não afasta a acusação, e o tribunal também não considera relevante a experiência sexual anterior (art. 217-A, §5º, e Súmula 593 do STJ). Portanto, a defesa precisa examinar com muito cuidado a idade, a capacidade e as circunstâncias de cada caso. Para outros tipos de crime, leia os tipos de crimes sexuais previstos no Brasil.

Quando não há violência nem grave ameaça, a acusação pode ser de importunação sexual. Nesse caso, veja nossa página sobre importunação sexual.

Posso ser preso por acusação de estupro?

Sim. A prisão pode acontecer em três momentos: em flagrante, quando a polícia prende a pessoa na hora ou logo depois; preventiva, quando o juiz entende que a liberdade traz risco à investigação, à ordem pública ou à aplicação da lei (art. 312 do Código de Processo Penal); e temporária, durante a investigação.

Como o estupro é crime hediondo, não existe fiança. No entanto, isso não torna a prisão automática. A defesa pode pedir a liberdade provisória ou a substituição por medidas cautelares, como proibição de contato com a vítima, comparecimento periódico em juízo e monitoramento. Quanto mais cedo o advogado atua, melhores são as chances de levar esses argumentos ao juiz.

Quais provas são usadas em um caso de estupro?

Como o estupro costuma acontecer sem testemunhas, as provas têm peso decisivo. Entre as mais comuns estão:

  • Palavra da vítima: tem grande importância, mas deve ser coerente e, em regra, confirmada por outros elementos;
  • Exame de corpo de delito e laudos periciais: registram lesões e outros vestígios, quando existem;
  • Mensagens, áudios e redes sociais: mostram o contexto antes e depois do fato;
  • Imagens de câmeras e dados de localização: confirmam onde cada pessoa estava;
  • Testemunhas: pessoas que viram o fato ou ouviram relatos logo depois.

A defesa examina cada prova, procura contradições e pede diligências que podem esclarecer os fatos. Para entender melhor esse ponto, veja nossa página sobre crimes sexuais e a palavra da vítima.

Como a defesa atua em acusação de estupro?

A defesa começa antes de existir processo. Durante o inquérito, o advogado acompanha o depoimento, pede acesso aos autos, reúne provas e testemunhas e orienta sobre o que dizer. Em caso de prisão, ele atua na audiência de custódia e pede a liberdade.

Se houver denúncia, a defesa apresenta a resposta à acusação, acompanha a audiência de instrução, questiona as provas e faz as alegações finais. Depois da sentença, é possível recorrer a tribunais superiores. Nenhum advogado pode prometer resultado, mas a defesa técnica garante acompanhamento, sigilo e atenção a cada detalhe do seu caso.

Atendimento em São Paulo, Grande ABC, Baixada Santista e interior

Atendemos pessoas acusadas de estupro em São Paulo capital, Grande ABC, Baixada Santista, cidades vizinhas e interior do estado. O escritório fica em São Bernardo do Campo, e o primeiro contato pode ser feito por WhatsApp, com total sigilo. Em casos urgentes, como prisão em flagrante ou intimação marcada, o plantão funciona 24 horas. Veja também nossa área de Direito Criminal.

Perguntas e respostas sobre estupro

Qual é a pena mínima para estupro?

A pena mínima do estupro simples (art. 213) é de 6 anos de reclusão, e a máxima é de 10 anos. Ela aumenta se houver lesão grave, se a vítima tiver entre 14 e 17 anos ou se o fato resultar em morte. O juiz fixa a pena final conforme as circunstâncias do caso.

Estupro é crime hediondo?

Sim. O estupro e o estupro de vulnerável são crimes hediondos (Lei 8.072/1990). Por isso, não admitem fiança, e o cumprimento da pena segue regras mais rígidas. Mesmo assim, a defesa pode pedir liberdade provisória e medidas cautelares alternativas durante o processo.

Preciso do exame de corpo de delito para haver condenação?

Não necessariamente. O estupro pode deixar vestígios ou não. Quando não há laudo, o juiz pode usar outras provas, como o relato da vítima, mensagens e testemunhas. Por outro lado, a falta de provas consistentes pode levar à absolvição, e a defesa examina cada ponto.

A vítima pode desistir da acusação de estupro?

Não. Como a ação penal é pública incondicionada, o Ministério Público segue com o processo mesmo que a vítima queira retirar a queixa. A mudança de versão, porém, pode ser relevante para a defesa.

O crime de estupro prescreve?

Sim, mas o prazo depende da pena máxima. No estupro simples, com pena máxima de 10 anos, o prazo de prescrição costuma ser de 16 anos (art. 109 do Código Penal). Esse prazo muda conforme a pena, a idade da vítima e as causas de aumento, por isso o advogado calcula caso a caso.

Posso responder em liberdade a um processo por estupro?

Em alguns casos, sim. A prisão não é automática, e o juiz precisa justificar a necessidade dela. A defesa pode pedir a liberdade provisória, comprovando residência fixa, trabalho e ausência de risco, e propor medidas cautelares no lugar da prisão.

Este conteúdo é informativo e não substitui a análise do seu caso por um advogado.

Plantão - 24/horas

Conte com nossa equipe de Advogados Especialistas para resolver seu problema jurídico!

Fale Agora Conosco!

Acesse Nossas Redes Sociais

Consultoria Jurídica

Precisa de Ajuda?

Se você precisa de um auxílio, entre em contato agora.